1.11.09

 

 

Tenho um filho com 4 anos e ando sempre com medo que ele seja raptado, ou que se perca. Devo usar o medo para evitar que se afaste, como falar do “homem do saco” que leva as crianças?

Beatriz, Almada

 

Alguns pais associam o “homem mau” a pessoas com farda, como é o caso dos polícias e isso pode conduzir a que a criança tema a autoridade e não recorra aos polícias em caso de aflição. Existem também outros modos de provocar medo, como associar o perigo aos ciganos ou aos negros, o que pode levar a situações de racismo ou xenofobia. Esse tipo de estratégias deverá então ser evitado. Ao invés deve ser explicado que existem pessoas que raptam crianças, ou seja, que há pessoas más e pessoas boas. Há que ter em conta que as generalizações não são benéficas, pelo que se deverá sempre acentuar que nem todos são maus e que nos cabe a nós a tarefa de nos protegermos daquelas que o são. Certo é que a partir da idade escolar, a criança vai tendo progressivamente mais capacidade de agir em situação de perigo. Contudo, os alicerces devem vir de trás, isto é, desde tenra idade que as regras devem estar claras, a todos os níveis, mesmo da segurança. Aspectos como o de não se afastar dos pais em locais movimentados, têm de ser estimulados. Depois há que fornecer-lhes alternativas, como de se dirigir a um segurança (a identificação pela farda), ou a um polícia. Riscos existem sempre e é um erro pensar que podemos manter alguém numa redoma. Importa sim preparar os mais pequenos para a vida real, alertando-os para os perigos, mas fornecendo-lhes ferramentas psicológicas para que possam ajuizar as situações e agir eficazmente face a elas.

 

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link do postPor psicologiacriancaeadolescente, às 23:54  comentar

 
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