27.3.09

 

  
Há já algum tempo que recebi, via e-mail, este vídeo. Ainda que se trate de uma campanha institucional, o certo é que retrata na perfeição o que tem ocorrido no mundo actual.
 
Os adultos perdem-se em discussões acerca da falta de limites de crianças e de jovens, mas esquecem-se com demasiada frequência, que os mais novos aprendem por “modelagem”, ou seja, através do que observam nos adultos. De nada vale recorrermos ao “faz o que te digo, não faças o que eu faço”, porque o que vai prevalecer é a observação.
 
Aliás, as crianças são sensíveis às contradições entre o que ouvem dos adultos e o que testemunham no mundo. Por isso, é urgente que os educadores se apercebam disso e se ofereçam como modelos saudáveis de comportamento.
 
Não quero com isto dizer que sejamos todos um modelo de perfeição. Todos nós temos defeitos, manias, vícios, hábitos ... O que pretendo transmitir é que os pais podem fumar (por exemplo) à frente dos filhos, desde que falem com eles acerca desse assunto.
 
Esclareçam que o mundo adulto é diferente do mundo das crianças e dos adolescentes, pelo que lhes é vedado o acesso a esses vícios, pelo menos enquanto eles não atingirem a maturidade. Há, também que acentuar que não é um hábito saudável, pelo que gostariam que eles não o adquirissem.
 
Valores como a solidariedade e o respeito pelo bem-estar comum, são imprescindíveis para o equilíbrio emocional e são fundamentalmente transmitidos pelos mais velhos. Para além disso, o assumir de um comportamento civilizado passa por aprendermos a controlar a impulsividade e a agressividade.
 
Nestas áreas, crianças e adolescentes precisam de um modelo de referência.Infelizmente todos assistimos, diariamente, a situações em que à mínima frustração se resvala para a discussão e o insulto. O que esperamos depois que os mais novos façam?

 

link do postPor psicologiacriancaeadolescente, às 11:05  comentar

 
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