25.3.09


Não sei qual a posição da Drª sobre este assunto, mas tenho tido algumas discussões com a minha mulher acerca da educação do meu filho de 9 anos. Eu sou de opinião que têm de haver regras e não me coíbo de lhas impor, enquanto que a minha mulher é mais permissiva.
 
Claro que ele pode sempre contar comigo, mas penso que confundir um pai com um amigo não pode dar bom resultado. Ainda hoje tenho uma óptima relação com o meu pai, embora muitas vezes (sobretudo durante a adolescência) tivéssemos choques.
 
Fui muito irreverente, muito sedento de liberdade, mas os travões que o meu pai me colocou, deram-me estabilidade emocional. Hoje parece haver da parte dos pais, um receio de imporem regras e depois os miúdos crescem mal educados e mal formados. Ser pai dá muito trabalho, mas acho que é uma aventura muito gratificante e da qual não me demito!
Obrigada pela atenção
Júlio N.
 
É absolutamente fundamental saber dizer “não” e o bom pai é o que sabe dizer “não” nas horas certas. As crianças e jovens devem crescer com a clara noção dos limites, pois só assim poderão estruturar-se internamente, tornando-se adultos responsáveis e equilibrados.
 
Sou totalmente contra a ideia do pai-amigo. Um pai que quer ser o melhor amigo do filho, deixa em aberto o lugar de pai e quem o vai ocupar? Um pai tem de ser uma figura de autoridade (não confundir com autoritarismo), alguém mais forte que nós, a quem recorrermos pelo seu capital de vida.
 
Um amigo é a quem contamos as nossas aventuras, com quem saímos à noite, etc. Existem coisas que contamos aos amigos e que guardamos segredo face aos pais. Isso é saudável porque só assim aprendemos a relacionar-nos com os nossos pares e a tornarmo-nos autónomos das figuras parentais.
 
Não quer dizer que na idade adulta os pais não possam ser também grandes amigos, mas aí já desempenharam o papel de educadores e passam a estar num patamar diferente. Agora durante a infância e, sobretudo, na adolescência, o jovem tem de possuir uma figura de referência, mais que não seja para se opôr a ela!
 
link do postPor psicologiacriancaeadolescente, às 21:57  comentar

 
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