13.3.12

 

 

Estou a pensar reduzir as actividades extracurriculares da minha filha. Ela chega a casa diariamente às 21 horas e nunca tem tempos livres. Claro que é muito engraçado ver que sabe tocar piano, fazer balé, falar inglês e espanhol…mas será que compensa o desgaste (meu e dela) ?

 

Actualmente vemos que, menores de seis anos, têm uma agenda tão preenchida com obrigações dos mais variados tipos, que pouco tempo resta para ser usado para a coisa mais importante deste período: brincar. Depois dos seis anos, dá-se o árduo início da aprendizagem da leitura, da escrita e da aritmética. A vida na escola, que nesse momento representa o mundo para a criança, é o contexto privilegiado para que ela cresça. É preciso adequar-se às regras, desenvolver aptidões cognitivas e emocionais. A par de tudo isso, surgem as actividades extracurriculares.

 

Como a leitora diz, é muito engraçado ver que determinada criança ampliou as suas aptidões, mas será que os benefícios são superiores aos custos ? É que as crianças deste século estão a perder a possibilidade de brincar, porque simplesmente não resta tempo para o fazer. E brincar é absolutamente fundamental para o desenvolvimento a todos os níveis. De nada vale estarmos a criar pequenos génios, se a imaturidade depois lhes vai travar o sucesso. Importa, então, que os pais pensem muito bem, e sejam criteriosos, na escolha das actividades que os filhos devem frequentar. Tudo isto para lhe dizer que chegar ás 21 horas a casa é realmente excessivo, por isso faz muito bem em repensar as actividades da sua filha !

link do postPor psicologiacriancaeadolescente, às 22:29 

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