O meu filho mantinha o mesmo grupo de amigos desde a infância, o que me deixava bastante descansada. Agora que fez 15 anos, começou a sair com um grupo cujo aspecto não me agrada nada. Não sei o que fazer, já que sempre que tento falar com ele há discussão.
Perpétua J. , Santarém
O grupo de amigos é extremamente importante durante a adolescência. É face aos seus pares que o jovem cria a sua identidade e dá os primeiros passos rumo á autonomia. No entanto, apesar de a família ficar relegada para segundo plano, não deixa de ter a sua importância. Já constatou que emitir juízos de valor sobre o grupo dá mau resultado, ou seja, transmitir-lhe opiniões negativas sobre os amigos do seu filho é algo extremamente complicado porque pode provocar um maior afastamento.
É mais adequado tentar dialogar com ele, evitando focar directamente o assunto e não fazendo perguntas directas. Recorra a exemplos de outras pessoas, ou a histórias passadas consigo, sem nunca se referir a ele. Deste modo poderá conseguir transmitir-lhe algumas mensagens que ele não entenderá como ordens. Ao contrário do que possa pensar, ele irá reflectir sobre aquilo que ouve. Ao longo do tempo, vai ver que ele próprio poderá distanciar-se do grupo se se aperceber que não é o mais aconselhável, em termos de companhia.
O lançamento do meu livro "Clínica da Infância" será no próximo dia 30 de Março, quarta-feira, pelas 18:30 hs
no auditório Fnac, Centro Comercial Colombo (Lisboa)
A apresentação estará a cargo da jornalista Rita Marrafa de Carvalho
Devido ao elevado número de emails recebidos, informo que passo a responder a duas questões por semana, sempre ás sextas-feiras.
Tenho uma filha adolescente e estou constantemente preocupada, porque acho que ele está muito mal informada no que respeita as questões ligadas à SIDA. Contudo, não sei se será adequado abordar este assunto já, uma vez que ela tem apenas 13 anos. Outro problema que me surge é saber como fazê-lo, já que sinto algum acanhamento.
Florinda N. , Portalegre
A minha filha tem 5 anos e raramente obedece, seja a mim, ou ao pai. No infantário também há queixas por parte da educadora, porque recusa-se a comer e responde-lhe mal. Aconselharam-nos a ir a um psicólogo ver o que se passa, mas eu acho que tudo se deve á sua forte personalidade.
Ermelinda, Lisboa
veja também os textos :
" Os jovens e os chats " - link : http://familia.sapo.pt/adolescente/compo
" Pedofilia na Internet " - link : http://familia.sapo.pt/familia/educacao_
e faça o teste online para avaliar até que ponto é dependente da Internet :
http://familia.sapo.pt/adolescente/compo
O meu filho tem 5 anos e estou um pouco preocupada porque parece-me que vai ser canhoto. Escreve as letras ao contrário e chuta a bola sempre com o pé esquerdo. O pai também é canhoto e teve algumas dificuldades na escola. Será que devo contrariar essa tendência ?
Marisa D. (Lisboa)
ver também o texto
http://familia.sapo.pt/familia/educacao_
Em conversa com duas amigas, discutíamos o modo como de deve dar uma má notícia a uma criança. Elas eram de opinião que se deveria ocultar o mais possível, para que a criança não sofra. Eu não concordei, porque acho que as crianças devem ser preparadas para o bem e o mal que a vida nos reserva.
Sofia, Cascais